sábado, novembro 08, 2008
Escrito por Green Tea em sábado, novembro 08, 2008

Não acho grande piada a George W. Bush, mas era mesmo necessário esta euforia? Chocolate-obama, jogo-obama, tudo-obama? Que o homem pode ser uma lufada de ar fresco na semi-desastrosa política de W. é óbvio, mas não sejamos ingénuos: Barack Obama vai ter uma tarefa hercúlea pela frente e o que menos precisa é de ter as expectativas do mundo mais altas que nunca, agora que os primeiros confrontos se lhe deparam. É que o W. ainda lá está, tenham calma senhores, ou isto ainda dá "barracka". Cá por mim, eu mantinha-me concentrada nos pendentes do país, em vez de sobrecarregar páginas de jornais com obamanias. Já chega. 

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segunda-feira, janeiro 01, 2007
Escrito por Green Tea em segunda-feira, janeiro 01, 2007

Como prometido, não esqueci o assunto da condenação, e agora morte, de Saddam Hussein.
O "monstro tirano" foi castigado segundo a ira e a justiça de Deus, sendo que esse deus menor é George W. Bush. Acredito que o ex-governador do Texas com mais autorizações para a execução da pena capital tenha sentido que o Pai Natal chegou com uma semana de atraso. Mas chegou e foi generoso.
A estupidez que grassa sobre este assunto choca-me. Justificar uma execução sumária, por enforcamento bárbaro, com a condenação derivada de outros crimes que não são, afinal, aqueles pelos quais o mundo odiava Saddam, é contraproducente, a curto, médio, e longo prazo.
Os EUA já reconheceram que não estão a ganhar a guerra no Iraque, aquela tal guerra supostamente necessária tendo em conta as tais armas de destruição maciça que existiriam.
Lembrei-me dum filme que vi no cinema, Team America. Há sátiras que vêm por bem ...

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terça-feira, novembro 07, 2006
Escrito por Green Tea em terça-feira, novembro 07, 2006

É notícia que Saddam Hussein, o monstro iraquiano, foi condenado à morte na forca. Sim, um grande criminoso com uma grande pena, etc. e tal, não fosse isto uma enorme hipocrisia que me arrepia até enojar.
Saddam não teve um julgamento, teve uma farsa pseudo-americanizada a fazer de julgamento. Não houve a mínima imparcialidade, e duvido que o cowboy do Texas mais conhecido dos EUA não soubesse há meses qual seria o veredicto e a respectiva pena. Que o vilão mais vezes retratados em filmes que elogiam a superpotência americana merecia a condenação, não levanta dúvidas. Mas que esta acontecesse de forma tal a que a suspeição de corrupção não tivesse onde medrar. Não acredito neste veredicto.
Só me frustra a petulância e arrogância com que um país se veste de protector do mundo e da liberdade, mascarando a sua avidez e egoísmo numa capa de liberdade e esperança. É de uma hipocrisia a toda a prova.
Aliás, a própria pena de morte destinada a Saddam acaba por ter a indelével dos EUA. É um contra-senso monumental armar um escudo de defesa à vida e utilizá-lo apenas para quem convem. Manifestamente contra a pena de morte, acho que é uma vergonha todo este espectáculo montado à volta de Saddam. Voltarei a este assunto, após o mês concedido à defesa para apresentar recurso.

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