segunda-feira, janeiro 19, 2009
Escrito por Green Tea em segunda-feira, janeiro 19, 2009

A Naifa, os velhinhos Sitiados e os linha da frente. Estes últimos só hoje soube que estavam relacionados com o Aguardela. Fica a música mais despida, a verdade que se apanha com enganos. As mortes são prematuras, há sempre tanto que fica por fazer. A morte de João Aguardela também foi, mas neste caso, indubitavelmente, ficou muita obra feita.

De ouvir, a "perfilados de medo", do projecto linha da frente.

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sexta-feira, janeiro 16, 2009
Escrito por Green Tea em sexta-feira, janeiro 16, 2009

Fui ontem ver "The Curious Case of Benjamin Button". Para quem tem ido semanalmente ao cinema e quase nem se lembra do que viu (quase, só quase!), foi um soco no estômago, daqueles que dão muito que pensar. Então para quem não gosta particularmente do Brad Pitt e agora consegue afirmar que é um desempenho arrepiante e tocante, torna-se significativo e quase transformador. Resolvi então que numa altura em que muito se fala e critica, urge ser diferente. 

Diferente na política, onde se um governo faz algo, como não faz tudo o que se quer, parece que não faz nada. E está errado. Diferente na política da oposição, cada vez mais umbiguista do que construtiva. Mais oratória que prática. E está errado. Sempre achei que a política se devia centrar mais em ideias do que em lados, e cada vez mais a esquerda parece um náufrago cansado, e cada vez mais a direita parece preocupada embora eu não seja capaz de compreender com o quê. 

Diferente no agir do dia-a-dia, e não somente quando "deve ser". A propósito de uma situação que me relataram, tão banal como isto: ver um homem comer massa directamente do caixote do lixo, e a constatação que determinados bens, como a comida e um tecto, deveriam ser garantidos a todos. Olhar para o lado parece ser sempre mais fácil. Efectivamente não podemos mudar o mundo todo, mas se todos mudarmos um pedaço... é como em criança, para me ensinarem a não deitar papéis para o chão, explicaram-me que se um não faz mal, dez milhões de uns faz muito mal e muita porcaria. Ora a verdadeira questão reside no quão diferente estamos dispostos a ser...

Só para finalizar: ide ver o filme. Ide, ide, ide. Mesmo que seja para entreter.

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