quinta-feira, setembro 24, 2009
Escrito por Green Tea em quinta-feira, setembro 24, 2009

ost #18 (ou como tenho saudade dos bons velhos tempos)

Backspacer já roda no meu iTunes há tempo suficiente para não se tratar apenas de uma impressão esquisita.

Sendo das melhores capas dos Pearl Jam que me lembro (pelo menos a comparar com o abacate), o álbum é, vá lá, fraquinho.

As músicas não são, de todo, aquilo que eu esperaria, e quase que me apetece espancar o Eddie Vedder até lhe doerem as costelas. É que ninguém me tira da cabeça que foi aquela banda sonora do Into The Wild que fez com que Backspacer derrapasse para esta lamechice a pretender ser maturidade.

Ou isso, ou sou eu que gosto mais dos bons velhos tempos, cuja última recordação é de 8 de Junho de 2007, no concerto em Algés.

Por isso, e enquanto me dedico a mais umas quantas ouvidelas a ver se percebo o que me está a escapar, isto é o que para mim ainda resiste:


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terça-feira, março 24, 2009
Escrito por Green Tea em terça-feira, março 24, 2009


Reedição. Quatro possibilidades. Quero a Super Deluxe. Só vi ontem 3 Deluxe na Fnac. Possível esgotamento (ou similar) se não encontro. Vinil edição especial recebido há um mês não chega...

(para que conste, já tenho os mp3 relativos às novas versões... estão diferentes, portentosas... mas há determinadas coisas que insisto ter o original: todos (ou quase!) os albuns de Pearl Jam existem perto de mim em existência física e legal)

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segunda-feira, janeiro 19, 2009
Escrito por Green Tea em segunda-feira, janeiro 19, 2009

A Naifa, os velhinhos Sitiados e os linha da frente. Estes últimos só hoje soube que estavam relacionados com o Aguardela. Fica a música mais despida, a verdade que se apanha com enganos. As mortes são prematuras, há sempre tanto que fica por fazer. A morte de João Aguardela também foi, mas neste caso, indubitavelmente, ficou muita obra feita.

De ouvir, a "perfilados de medo", do projecto linha da frente.

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quinta-feira, outubro 23, 2008
Escrito por Green Tea em quinta-feira, outubro 23, 2008

Acabei de desligar o telefone ... Porque acabei de saber que os Moan ganharam o RRW, na sua categoria. Estou sem palavras. Um nome a fixar, não esquecer!!!

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sexta-feira, setembro 26, 2008
Escrito por Green Tea em sexta-feira, setembro 26, 2008

Pensamento do dia, à espera de entrar no trabalho: qual é a ideia dos(as) novos(as) camaradas hippies a fazer lembrar a Janis Joplin que do meio do nada sacam de telemóveis que custam mais do que o meu ordenado???
(achei curiosa a imagem tão clara da nova juventude, tudo peace and love AND MONEY ... mas isso sou eu, claro)

Desgosto/ultraje do dia, assim que cheguei a casa.
Tenho a honra (às vezes, às vezes) de conhecer um dos elementos dos
Moan, uma das bandas concorrentes e bem posicionadas para ganhar o concurso Rock Rendez Worten, edição saudosista do Rock Rendez Vous, onde surgiram alguns nomes sonantes da música portuguesa (nomeadamente os meu mui amados Ornatos Violeta). Os Moan tinham concerto agendado, sob a égide deste concurso, para o MusicBox, no próximo dia 14 de Outubro. Tinham, porque ao chegar-lhes às mãos o contrato que teriam de celebrar, uma das cláusulas era claríssima: entre outras coisas, teriam de ceder os direitos de autor sobre as suas obras, em benefício da Worten, e por tempo indeterminado. Ora, para quem já ouviu coisas como "E é de braços descaídos que vejo o sol desaparecer", sabe o cru que isto é. Uma obra que lhes sai da carne, das entranhas!!! Resumindo, parece que os Moan não vão alinhar num evento que os poderia catapultar, merecidamente... a troco do que de mais precioso têm, enquanto banda. Estou triste, e não sou a única. Mas orgulhosa. Mas triste...




Desafio do dia
, lançado pelo
W. Cinco coisas que queira fazer antes de morrer...
1) Ir à Irlanda. Ver verde, vacas e beber cerveja. Ir a Belfast e ver a cela do Bobby Sands.
2) Abrir um sítio onde pudesse recolher cães e gatos abandonados, sem ter de preocupar com espaço ou pagar a veterinários e coisas assim.
3) Ver (pelo menos) um concerto de: Tool, Ornatos Violeta, A Perfect Circle, Muse, entre outros. Ou seja, não ficar com aquela sensação frustrantíssima de "gostava de ter visto isto ao vivo". Para mim, é um verdadeiro tormento.
4) Ir ao Cambodja, a um monumento cujo nome não me recordo, mas que desde que o vi no Canal História, nunca mais me esqueci. É um feito em tijolo, com budas do início ao fim, em que à medida que se sobre, os budas vão estando mais tapados. É brutal, a ideia de meditação e espiritualidade que aquilo transmite, mesmo via televisão.
5) De momento não me ocorre nada. Daqui a uns momentos é capaz de ocorrer ...

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terça-feira, junho 03, 2008
Escrito por Green Tea em terça-feira, junho 03, 2008

Num dia que teve mais de cómico do que trágico, foi quando cheguei a casa que o vi, ainda embrulhado. Como que a apaziguar as dores no trambolho em que o meu pé se transformou, o Foge Foge Bandido, edição limitada a 1100 exemplares, aguardava em cima da mesa. O meu é o número 0238. Confesso que estava ansiosa, apesar de já ter as músicas por meios alternativos. Ah, são dois CDs e um livro. São um conjunto, impossível resumir o FFB apenas aos CDs e esquecer o livro ou vice-versa.

São 78 músicas ou projectos de músicas, algumas poucos segundos têm. 78 experiências ou 78 formas de expressar o que já se sabe de Manel Cruz, mas que nunca me deixa de surpreender. O ponto alto é finalmente perceber que só se podia esperar isto: algo que não remete para nada do que foi feito antes, nem com Ornatos Violeta, nem Pluto, nem Supernada (álbum que ainda se espera, pelos vistos também anda a fugir).
Experimentalismo poderia ser a palavra de ordem. Excentricidade, inovação, surrealismo, tudo isso e ainda faltaria qualquer coisa. Não é de ouvido fácil, não é a sequência musical expectável e típica. Nem poderia ser.
No fundo, o Manel arrisca aquilo que sempre terá querido obter num projecto a solo. E conseguiu, claramente. Não é para fãs de Ornatos e derivados, nem mesmo para fãs do Manel. É para que tem ouvido arrojado, espírito aberto e não se deixa intimidar por letras claramente "manelinas" e que podem ter o efeito de um bom soco no estômago. A destacar a presença de vários ex-Ornatos, entre outros. Um projecto individualista que tem rasgos de divertidas parcerias, esperadas ou não.
É esta a página oficial do FFB, onde podem ver e ouvir este mosaico de peças e obras, mas só o podem adquirir aqui!

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quinta-feira, abril 24, 2008
Escrito por Green Tea em quinta-feira, abril 24, 2008

1

Sinto necessidade de um disclaimer. O que aqui relato sei que é lido por várias pessoas que, eventualmente, conhecem os protagonistas de alguns episódios. Foi o caso do último post. Por um lado, há aquela ideia de ter metido a pata na poça, por outro, a outra ideia, bastante mais forte e consistente, de que sempre escrevi, aqui e noutros lados, consoante senti vontade e necessidade. Apesar do que possa acarretar, será sempre esta última ideia a prevalecer, em abono da minha clareza, sanidade e liberdade. E em jeito de reply, no dia em que passarmos a ser apenas números e objectivos e estatísticas, deixaremos de poder apreciar o sorriso daqueles que tornam os nossos dias sempre um pouco mais leves. Got it? I know you did.

2

Da Esmeralda. Existe um trecho n'O Corvo, filme que vi inúmeras vezes, que me marcou desde a primeira vez. Ora, numa tradução puramente livre, diz "Mãe é a palavra Deus na boca das crianças". E mãe não é aquela que nos pariu, tal como pai não é aquele que contribuiu para a fecundação. Mãe e pai são aqueles que nos viram dar o primeiro passo e sorriram, que nos deram a primeira barbie ou o primeiro triciclo, que sabem o nosso historial, os nossos medos e fobias, qual o nosso prato preferido, como se chamavam os nossos professores, os nossos amigos da primária, etc. e tal. Pais são estes. Os que faltaram ao trabalho quando tivemos febre. Esses. Não necessariamente os outros.

É por isto que o caso que está a ser feito sobre a passagem da menina para o pai, o biológico, porque os outros são "apenas" pais afectivos, me faz muita confusão. Tem havido muita conversa, muito debate, muita avaliação médica e psiquiátrica, alguma psicológica, algumas ideias em termos de psicologia do desenvolvimento. E o supremo interesse da criança a ser medido, avaliado e escrutinado quando devia ser mais do que claro onde reside o bem-estar.
Mãe é a palavra Deus na boca das crianças. Mas a mãe pode passar a ser outra, o pai pode passar a ser outra, e portanto, não vale a pena... Quem é que explicou a esta criança que o pai e a mãe, a quem ela deu o nome e os chamou seus, agora são o senhor e a senhora Fulano de Tal? E que agora um outro pai é que é o pai?
90 dias ... 3 meses ... até se mudar, novamente, a equipa de peritos, se esta, à luz do que a teoria e a investigação tem demonstrado, se mostrar claramente desfavorável a uma decisão que pode ter tudo de legal, mas que falha em termos afectivos e de bom senso?

3

Ei-lo! Finalmente!!!



É só(!) a nova música do
Manel Cruz. Se o nome nada disser, é só(!) a voz por detrás dos Ornatos Violeta, Pluto e Supernada, além das colaborações com Manuel Paulo, Clã, Da Weasel e Superego. Além disso, é também um moço dotado para o desenho, tendo várias ilustrações reconhecidas. Está para sair o primeiro projecto a solo, de seu nome Foge Foge Bandido, que parece mesmo que anda a fugir, tendo em conta o tempo de espera.

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sábado, novembro 24, 2007
Escrito por Green Tea em sábado, novembro 24, 2007

Andei aqui uns tempos a pensar em escrever qualquer coisa sobre alguma disparidade relativa às criticas sobre o concerto de Jorge Palma no Coliseu dos Recreios. O concerto do primeiro dia, note-se. Eu fui, e de facto, lendo algumas críticas, dá para entender que existe controvérsia, mas não polémica, quando se fala do "Mestre". E pus-me a pensar nestas duas palavras, polémica e controvérsia. O estado, ébrio ou sóbrio, de Jorge Palma nos concertos, pode ser controverso, mas não polémico. Não fere a sensibilidade de ninguém.
Ora o que se segue trata de um assunto não só controverso, como polémico. Transcrevo-o. Já aqui me assumi muita coisa: sportinguista, católica, e agora, psicóloga. Não exercendo, mas psicóloga, a prosseguir arduamente a vida académica. E pensante. Ora vamos lá então:

Estimados colegas,
Venho, por este meio, solicitar a maior atenção face ao exposto e que corroborem a seguinte tomada de posição (aguardam-se as posições da Associação Pró-ordem dos Psicológos, Sindicato Nacional dos Psicólogos e Associação Portuguesa de Psicologia) [...]

TOMADA DE POSIÇÃO DOS PSICÓLOGOS FACE ÀS AFIRMAÇÕES PUBLICADAS NA REVISTA VISÃO Nº 767 (8 de Novembro) PELA PSICÓLOGA MARGARIDA CORDO: «A HOMOSSEXUALIDADE É UM TRANSTORNO DA IDENTIDADE SEXUAL, UMA DOENÇA E TEM RECUPERAÇÃO».

1. Os psicólogos consideram que a homossexualidade e a bissexualidade não são indicadores de doença mental;
2. Os psicólogos devem reconhecer se as suas atitudes pessoais negativas acerca de questões sobre a orientação sexual influenciam ou não a sua avaliação e intervenção psicológicas e procurar supervisão ou encaminhamento sempre que necessário;
3. Os psicólogos devem estar muito atentos ao modo como a estigmatização social (por exemplo: o preconceito, a discriminação, a violência) coloca em risco a saúde mental e o bem-estar das pessoas não-heterossexuais;
4. Os psicólogos têm o dever de reconhecer que as suas visões pessoais pejorativas acerca da homossexualidade ou da bissexualidade podem prejudicar o apoio e o processo terapêutico;
5. Os psicólogos respeitam os estilos de vida e reconhecem as circunstâncias desafiadoras que as pessoas não-heterossexuais vivem no seu dia-a-dia tendo em conta as normas, valores e crenças vigentes na nossa cultura actual;
6. É um dever dos psicólogos buscarem formação e compreensão aprofundada sobre a temática da orientação sexual à luz das teorias e dos resultados das pesquisas mais recentes consensualmente aceites pela comunidade científica psicológica de mérito reconhecido no mundo ocidental;
7. As consequências de uma prática psicológica baseada na ignorância e no preconceito relativamente à orientação sexual colocam as pessoas não-heterossexuais em risco, tendo em conta as pressões de conformidade à norma;
8. O facto de alguns profissionais de saúde mental considerarem que a homossexualidade é uma doença mental, pelo que advogam terapias de reconversão é repudiada, tendo em conta os estudos que demonstram que as consequências destas práticas acarretam dano grave para os indivíduos, na medida em que acentuam os índices de depressão, ansiedade, e intenção e ideação suicida (Sandfort, 2003).
9. Os psicólogos subscrevem as resoluções da Associação Americana de Psicologia que determinam o seguinte:
a. A homossexualidade não é uma doença mental (American Psychiatric Association, 1973);
b. Os psicólogos não participam em práticas injustas e discriminatórias contra as pessoas não-heterossexuais com conhecimento de causa (American Psychological Association, 1992);
c. Nas suas actividades, os psicólogos não enveredam por atitudes discriminatórias baseadas na orientação sexual (American Psychological Association, 1992; Consituição da República Portuguesa, Artigo 13º);
d. Nas suas actividades, os psicólogos respeitam o direito a valores, atitudes e opiniões que diferem das suas;
e.Os psicólogos respeitam os direitos que os indivíduos têm em relação à sua privacidade, confidencialidade, auto-determinação e autonomia (American Psychological Association, 1992);
f. Os psicólogos estão conscientes das diferenças culturais, individuais e de papéis, incluindo aquelas relativas à orientação sexual e tentarão eliminar o efeito de eventuais enviesamentos no seu trabalho baseado em tais factores (American Psychological Association, 1992);
g. Quando as diferenças acerca da orientação sexual afectam o trabalho do psicólogo, deverão obter a formação, experiência, consulta ou supervisão necessárias para assegurar a competência dos seus serviços ou fazer encaminhamentos apropriados (American Psychological Association, 1992);
h. Os psicólogos não fazem afirmações falsas ou enganosas acerca da base clínica ou científica dos seus serviços (American Psychological Association, 1992);
i. Os psicólogos são responsáveis pela eliminação do estigma associado à doença mental quando se refere à homossexualidade (Conger, 1975, p. 633);
j. Os psicólogos opõem-se à consideração das pessoas não-heterossexuais como doentes mentais e apoiam a disseminação de informação correcta acerca da orientação sexual e práticas psicológicas apropriadas, de forma a eliminar intervenções incorrectas, baseadas na ignorância ou crenças infundadas acerca da orientação sexual.

Referências:
American Psychiatric Association. (1973). Position Statement on Homosexuality and Civil Rights. American Journal of Psychiatry, 131 (4), 497.
American Psychological Association. (1992). Ethical Principles of Psychologists and Code of Conduct. American Psychologist, 47, 1597-1611.
Conger, J.J. (1975). Proceedings of the American Psychological Association, Incorporated, for the year 1974: Minutes of the Annual Meeting of the Council of Representatives. American Psychologist, 30, 620-651.
Sandfort, T. G. M. (2003). Studying sexual orientation change: a methodological review of the Spitzer study, "Can some gay men and lesbians change their sexual orientation?". Journal of Gay and Lesbian Psychotherapy, 7(3), 15-29.

ASSIM, OS PSICÓLOGOS REPUDIAM A AFIRMAÇÃO DA COLEGA MARGARIDA CORDO, INCENTIVANDO A QUE MESMA ADOPTE AS RECOMENDAÇÕES E RESOLUÇÕES CONSENSUALMENTE PRECONIZADAS PELAS ASSOCIAÇÕES PROFISSIONAIS DA PSICOLOGIA E PELOS COLEGAS PSICÓLOGOS QUE CORROBORAM ESTE DOCUMENTO:
[seguem-se as assinaturas típicas num e-mail do género, e saliento que apenas não assinei por considerar um erro de lógica, se A passou a B e C, e se B e C assinarem e passarem a D, E, e F e G, então começamos a ter listas triplicadas e quadruplicadas]

Lendo isto, surgem-me várias questões. Primeiro, porque temos sempre de nos reger pelos códigos de conduta da American Psychological Association [APA]? Temos códigos de ética em Portugal que regem a conduta do psicólogo (desde o Sindicato, à Associação dos Psicólogos Portugueses, desembocando na Associação Pró-Ordem dos Psicólogos). Somos uma classe demasiado frágil para sermos ouvidos em casos que não metam menores em risco, é a conclusão a que chego.
Segundo, o psicólogo é uma pessoa (graças a Deus!) e erra, obviamente. Mas no exercício das suas funções, e sobretudo quando se trata de atestar uma dada opinião, há que a basear em dados científicos, sob pena de continuarmos a ser vistos como "os que tratam dos maluquinhos no divã" (confesso que nunca tive um divã no consultório e que Freud nunca me entusiasmou particularmente). Se não sabemos dados científicos suficientes, fechamos a matraca, ponto final! E era o que esta colega deveria ter feito. Estou farta de ver a profissão enxovalhada por gente de fora (psiquiatras, pessoal de psicopedagogia curativa, etc.) enquanto há quem a leve a sério, procurando realmente encontrar, de forma científica, mas humana, formas terapêuticas, abstractas ou concretas, de fazer da arte da relação humana uma terapia eficaz e efectiva.
Caramba (ou pior!), esta mulher devia ter qualquer penalização. Como psicóloga, deveria saber que a homossexualidade não é uma parafilia (ou seja, não é uma perturbação no objecto do desejo sexual), e essas sim, são patologias ou perturbações, sobretudo se agidas (a tal diferença entre pedófilo, que por si só é insuficiente para que haja abusadores de crianças). Há varios tipo de parafilias, há quem se excite com pés, com pedaços de roupa, com crianças, enfim, mas ser homossexual ou bissexual é, efectivamente, desejar sexualmente alguem do sexo oposto. Não pelas mãos que tem, pelos pés que tem, pelas roupas ou cabelos, mas pela componente sexual que tem. Não é normal? Não, normal é a média estatística, e aí podemos dizer que não é normal. Mas eu assim sendo também tenho um cabelo anormal, uma estatura anormal, e assim por diante.

Talvez me tenha revoltado tanto isto porque o meu primeiro caso clínico foi precisamente um rapaz homossexual. Um espanto de rapaz, um amor de rapaz, com montes de problemas. Sérios. Nenhum deles era a homossexualidade. Podia ser, mas não era. Podia ser, tendo em conta que por vezes podem surgir questões relativas a dificuldades no estabelecimento de uma identidade. Porque não é fácil ser "anormal" e "contra-natura" (no limite, nós seres humanos somos tudo, menos pró-natura, mas enfim, este parêntesis fica para depois).
E talvez me tenha revoltado mais porque a psicologia é ainda vista como parente pobre da psiquiatria.
Mas de certeza que me revoltou em tal escala porque ninguém dá um estalo a esta mulher (figurado ou não), a obrigou a retractar-se, nada. Manifestar repúdio é claramente insuficiente. Há aqui toda uma massa social que não tem entendimento científico para exercer juízo crítico, "esta doutora disse, deve ser verdade".
Cambada de imbecis!!!!
Ah, a propósito, o Palma esteve muito bem...

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sexta-feira, outubro 26, 2007
Escrito por Green Tea em sexta-feira, outubro 26, 2007

O nome diz algo? Não? Devia. (E Tiago Bettencourt, diz? Ah, sim? O gajo de Toranja, não era?)

Os Rizoma são Ricardo Frutuoso, Jorge Pamplona e Pedro Lima. Os Rizoma são, portanto, Rick, Dodi e Rato. Os "outros" Toranja. Os que não foram para o Canadá gravar, e que resolveram lançar, em edição de autor, o álbum Insistir no Zero.

Vou dizer que em termos pessoais, não há comparação entre os elementos dos Toranja. Hoje chegou-me às mãos, através dos próprios Rizoma, o Insistir no Zero, e "um autocolantezinho". E um sorriso. Que me faz continuar a acreditar que o negócio da música persiste pelos fãs que a empatia das pessoas que trabalham na área ainda cativa. A simpatia e a disponibilidade. A partilha do amor pela música, pelas palavras, e pelas mensagens. Tudo. Sem entrar em pormenores (seriam muitos), repito: não existe comparação. Não é possível.
E foi assim que o dia se fez maior, e parece que no trabalho tudo correu menos mal, a par de um ou outro percalço, shit happens, fix it and move on, e que o sorriso não me saía da cara. A vida é feita de pequenos nadas, diz o Sérgio Godinho.

Uma ideia: dia 2, fnac chiado, 18h. Rizoma. Eu. Amigos. Sem fantasmas.
(onde anda a cabeça das editoras e distribuidoras deste país? como é possível olhar somente para o lucro? como é possível menosprezar a qualidade de tantos projectos?)

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segunda-feira, setembro 03, 2007
Escrito por Green Tea em segunda-feira, setembro 03, 2007

Gosto de música, apesar de não perceber nada de música.
Ou gosto ou não gosto, e como toda a gente (espero eu) tenho os meus odiozinhos de estimação musicais.

Até há bem pouco tempo, Dave Matthews era um deles. Porque simplesmente, não o conhecia e tinha a ideia (mui sui generis que, sinceramente, não sei de onde saiu) que era parecido com o Tom Petty. Sinceramente, agora acho a ideia ridícula, e pensando melhor, é mais parecido com o Kevin Spacey.
Mas, voltando ao Dave Matthews, e sem a Band, devo confessar que:



fiquei completamente arrepiada. Já tinha ouvido falar dele, quer dizer, ainda moro no planeta Terra, mas nada me preparou para isto. Vou pensar duas ou três vezes da próxima vez que alguma coisa me arrepiar, porque vou comparar todas essas coisas com este senhor. Sem dúvida.
Que fique claro que as minhas bandas favoritas não se alteraram, há algo de inequivocamente arrepiante em ouvir a Lados Errados na Aula Magna ou a Fogo e Noite no Casino de Lisboa, ou ouvir a Black ou a Yellow Ledbetter ao vivo, ou mesmo algo de mágico em ouvir Jorge Palma (qualquer uma) no seu melhor, ou a inigualável e poderosa Tempo de Nascer (esta sim, indubitavelmente arrepiante, e que não terei oportunidade de ver ao vivo). Mas este senhor subiu muitos degraus na minha escala.

Para finalizar, e pegando nas instruções de alguém que me vai fazendo "ver a luz", sugiro que vão
aqui, carreguem em sessions archive, depois next, next, até à última página, e se reconfortem a ouvir (e ver) Dave Matthews.

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