terça-feira, julho 21, 2009
Escrito por Green Tea em terça-feira, julho 21, 2009

- A sério, enviei por correio verde...
- Correio quê? E às bolinhas amarelas, não?
- Olha lá, mas tu não sabes o que é correio verde?
- Claro que sei... é aquele ecológico!
- ...


Esta cena surreal aconteceu hoje, enquanto explicava ao meu irmão, que sempre viveu ao lado de uma estação dos CTT, cuja casa nova é ao lado também dos CTT, as vantagens do correio verde...

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quarta-feira, junho 03, 2009
Escrito por Green Tea em quarta-feira, junho 03, 2009

(Eu cá não tenho o dom da escrita acutilante)

Nem incisiva e certeira. Ele tem, e sobretudo escreve com a despreocupação desprendida de que se está nas tintas para o que os outros dizem quando falam para o ar, desafia-o um bom argumento, aguça-lhe o espírito e a escrita uma qualquer causa que lhe faça sentido. Como esta:


De trato não fácil, mas de pensamento claro, aconselho uma ou mais olhadela e este post e a este outro

.

Não há muito a acrescentar, quanto muito, há muito a fazer. Dois dedos de testa fazem falta a muita gente que não se aperceberá da dimensão da falta de escolha ...

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segunda-feira, abril 06, 2009
Escrito por Green Tea em segunda-feira, abril 06, 2009

As traduções para português são sofríveis. "Suicidaranse"? Esta foi a que me ficou na cabeça, mas já apanhei várias. Se era uma tentativa de criar uma nova palavra, tudo bem, mas num canal que pretende transmitir algum rigor científico, o erro é pouco menos que crasso.
Eu sei que nos rodapés das televisões nacionais existem erros todos os dias. Alguns de inserção de caracteres, o que é eventualmente desculpável, outros de gramática ou de vocabulário simples. "Vocês" não leva cedilha. Mas cá na terrinha eu até entendo, e até me habituo (experimentem ler os rodapés como passatempo, a sério). Agora no Canal de História? Pá!!

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segunda-feira, março 02, 2009
Escrito por Green Tea em segunda-feira, março 02, 2009

Já tenho... ou melhor, já lá estou! Até já tenho o TweetFox aqui no firefox, tudo muito catita, etc. e etc. e tal. Só gostaria que os links do TinyUrl abrissem. A sério. Só dão erro atrás de erro e, melhor ainda, já encontrei mais queixas espalhadas pelo universo virtual. Irra!!!

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terça-feira, fevereiro 17, 2009
Escrito por Green Tea em terça-feira, fevereiro 17, 2009

Primeiro sinal: o relógio que saltou do pulso esquerdo ontem quando cheguei a casa. Segundo sinal: desligar efusivamente todos os despertadores desta casa. Terceiro sinal: o sol que entra pelos olhos e pela pele dentro e já faz andar de manga curta. Quarto sinal: a mochila que em vez de ter uma farda esgarçada, começa a ansiar por roupinha jeitosa para um fim de semana livre. Quinto sinal: o fim de semana livre. Sexto sinal: a tradução do livro póstumo do E. Eriksson, há muito iniciada e nunca mais retomada, começa a ver finalmente a luz do dia.

Só para dizer que estou de férias. Procurem-me por aqui: 





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segunda-feira, dezembro 01, 2008
Escrito por Green Tea em segunda-feira, dezembro 01, 2008

Não sei. Tenho definido mentalmente qualquer coisa de jeito para escrever, mas escrever tem sido a última das minhas preocupações. Foram dois meses tensos. Tenho aberto a boca para dizer tudo (ou quase) o que me vem à cabeça. As prioridades têm sofrido alterações dignas de uma montanha-russa (e agora pergunto-me porque se chamará russa a montanha). 
Nietzsche, diz-se, chorou por ter encontrado Deus. Para mim tem sido bastante mais fácil: têm bastado umas quantas consultas médicas e outros tantos diagnósticos. Três, bem contados de uma assentada, dois errados, um que se subdivide em outros três. Do mal, o menos. Redefinir prioridades nunca foi uma grande qualidade minha, e tenho-a exercitado tanto que tenho redescoberto a necessidade de pontuar bem as frases, mas deixá-las completas, que é como quem diz, pôr os pontos nos is. 
E isso traduz-se na maior das frontalidades que tenho tido, no aperfeiçoamento que se tenta todos os dias, mas sobretudo na perspectiva de que a vida é, de facto e na medida do possível, o que fazemos dela. Os erros, esses, todos são alteráveis. E melhoráveis (isto existe?).
E tanta lamechice só tem sido possível porque a travessia não foi, em passo algum, solitária. Mas isso já pertence a outros domínios... 
Enfim, um post sério, porque hoje faço 28 anos e estou a trabalhar desde as 8h da manhã, mas sei que quando sair do trabalho vou ter o aconchego merecido...

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quarta-feira, outubro 08, 2008
Escrito por Green Tea em quarta-feira, outubro 08, 2008

É a melhor descrição do estado dos meus neurónios nos últimos tempos. Previsão pouco favorável para os próximos dias.
Não obstante, menção honrosa para a minha esforçadíssima tentativa de ler "O Jogo das Contas de Vidro", de Herman Hesse. Está quase a meio. Foi emprestado há um par de meses e, ao invés d'"O Pintor de Batalhas", d'"A Encomendação das Almas" e d'"O Último Acto em lisboa", não foi devorado no dia em que me chegou às mãos.
Agora com licença, vou voltar mais umas páginas...

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sexta-feira, setembro 26, 2008
Escrito por Green Tea em sexta-feira, setembro 26, 2008

Pensamento do dia, à espera de entrar no trabalho: qual é a ideia dos(as) novos(as) camaradas hippies a fazer lembrar a Janis Joplin que do meio do nada sacam de telemóveis que custam mais do que o meu ordenado???
(achei curiosa a imagem tão clara da nova juventude, tudo peace and love AND MONEY ... mas isso sou eu, claro)

Desgosto/ultraje do dia, assim que cheguei a casa.
Tenho a honra (às vezes, às vezes) de conhecer um dos elementos dos
Moan, uma das bandas concorrentes e bem posicionadas para ganhar o concurso Rock Rendez Worten, edição saudosista do Rock Rendez Vous, onde surgiram alguns nomes sonantes da música portuguesa (nomeadamente os meu mui amados Ornatos Violeta). Os Moan tinham concerto agendado, sob a égide deste concurso, para o MusicBox, no próximo dia 14 de Outubro. Tinham, porque ao chegar-lhes às mãos o contrato que teriam de celebrar, uma das cláusulas era claríssima: entre outras coisas, teriam de ceder os direitos de autor sobre as suas obras, em benefício da Worten, e por tempo indeterminado. Ora, para quem já ouviu coisas como "E é de braços descaídos que vejo o sol desaparecer", sabe o cru que isto é. Uma obra que lhes sai da carne, das entranhas!!! Resumindo, parece que os Moan não vão alinhar num evento que os poderia catapultar, merecidamente... a troco do que de mais precioso têm, enquanto banda. Estou triste, e não sou a única. Mas orgulhosa. Mas triste...




Desafio do dia
, lançado pelo
W. Cinco coisas que queira fazer antes de morrer...
1) Ir à Irlanda. Ver verde, vacas e beber cerveja. Ir a Belfast e ver a cela do Bobby Sands.
2) Abrir um sítio onde pudesse recolher cães e gatos abandonados, sem ter de preocupar com espaço ou pagar a veterinários e coisas assim.
3) Ver (pelo menos) um concerto de: Tool, Ornatos Violeta, A Perfect Circle, Muse, entre outros. Ou seja, não ficar com aquela sensação frustrantíssima de "gostava de ter visto isto ao vivo". Para mim, é um verdadeiro tormento.
4) Ir ao Cambodja, a um monumento cujo nome não me recordo, mas que desde que o vi no Canal História, nunca mais me esqueci. É um feito em tijolo, com budas do início ao fim, em que à medida que se sobre, os budas vão estando mais tapados. É brutal, a ideia de meditação e espiritualidade que aquilo transmite, mesmo via televisão.
5) De momento não me ocorre nada. Daqui a uns momentos é capaz de ocorrer ...

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segunda-feira, setembro 08, 2008
Escrito por Green Tea em segunda-feira, setembro 08, 2008

É tristemente estranho saber que o facto de Portas ter ocultado durante um ano a saída de Nobre Guedes da vice-presidência do partido foi considerado «perfeitamente aceitável» por dirigentes do CDS-PP. Juro que me vou recordar disto nas próximas vezes que o vir na TV, no seu sorriso impecável, com ou sem bóina aos quadradinhos, a dizer qualquer coisa como "precisamos de transparência".
É, no entanto, assumidamente curioso como PP (e não são todos que se podem gabar de ter um partido com as suas iniciais), a partir de algo perfeitamente natural em política, consegue fazer um enredo que alimenta as ideias mais obscuras do animal político como é visto pelo cidadão comum...
(Em jeito de nota de rodapé, só para esclarecer que tudo se compôs, quanto à minha pseudo-fúria-quase-ira... e que o Avante! foi, musicalmente bom, mas espiritualmente fraco... politicamente, não foi mauzinho, nem bonzinho, mas eu sou de desconfiar)

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quinta-feira, setembro 04, 2008
Escrito por Green Tea em quinta-feira, setembro 04, 2008

Bom, os dois primeiros dias de férias têm sido tudo menos de férias. É o que dá deixar acumular assuntos numa gaveta de "pendentes" e não os ir tratando. Tudo sobre rodas de momento, figurativamente escrevendo.

Em qualquer dos casos acabo de decidir que algo tem de mudar radicalmente. Acho que estamos todos um pouco saturados de dar dar dar e depois na altura da reciprocidade alguém, por estar muito cansado ou demasiado bem formatado, nos tirar o tapete do chão de forma insultuosa à nossa inteligência. Mais valia um manguito bem estendido. Tinha menos classe, mas era mais sincero e genuíno. Quase todas as relações são contratos e regem-se por parâmetros. Ignorá-los ou adulterá-los é francamente desgastante para quem se empenha a sério nas coisas. 
De qualquer modo, todas as decepções têm as suas consequências. O pré-aviso está dado.

E agora vou fazer a mala para o Avante!, que o resto das férias ninguém mas tira...

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segunda-feira, setembro 01, 2008
Escrito por Green Tea em segunda-feira, setembro 01, 2008

Dois diazitos e férias. Subentenda-se, dois diazitos e afogo-me na recta final derradeira de tentar acabar a "#@"#! da tese... Ainda assim, vou obrigar-me a tirar um fim de semana só para mim (subentenda-se, para nós).

De qualquer modo, tenho andado demasiado cansada para somar dois raciocínios seguidos. Pelo que o simples facto de ir de férias e dormir me parece bem mais refrescante e tentador do que tentar discorrer sobre o Gustav, a Vanessa Fernandes, o Quaresma ou a onda de criminalidade. Quando voltar tenho a certeza que ainda estará quase tudo mais ou menos igual.

Boas férias para mim... daqui a dois diazitos.


P.S. Este ano parece que vou ao Avante! ver Azevedo Silva, Phil Mendrix, Amarionette e mais umas quantas coisas apetecíveis... diga-se que estou expectante.

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quarta-feira, julho 16, 2008
Escrito por Green Tea em quarta-feira, julho 16, 2008

- Oi, moça ...
- Diga minha senhora.
- Me fala, isto só funciona nestes países??? Isto é para rotear a net, não é?
- Não, minha senhora, isto que aqui vem escrito são as línguas em que vêm as instruções... E sim, serve para distribuir o sinal (...)
- Ah e me fala, então posso usar em Portugal?
- Pode, pode... como vê, tem instruções em português, em inglês, francês, alemão (...)
- E me diz, tem instruções em brasileiro???
(!!!)

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quinta-feira, junho 26, 2008
Escrito por Green Tea em quinta-feira, junho 26, 2008

Tudo tem a ver com expectativas. Desilusões, segundo Festinger (que saudades da psicologia social!), levam a que reajustemos as expectativas consoante a dissonância que a frustração das mesmas nos impõe.

As pessoas que querem salvar o mundo, ou pelo menos a parte que lhes interessa: não são fáceis de reconhecer. E menos ainda de dissuadir. São aquelas pessoas sonhadoras que, perante alguém com um passado mais ou menos difícil, sobretudo em termos afectivos, acreditam que são elas que vão ser a solução para todos os problemas, todos vêem isso, menos a pessoa em questão. Pessoalmente, simpatizo com a dedicação destas pessoas, com a sua capacidade para aquilo que julgam ser o amor. Só que não costumo gostar de ser sufocada... nem de sufocar. Dito isto, está concretizada uma despedida. Esta, a despedida, doeu.

As pessoas que querem domar o mundo de chicote e chávena de chá, mas vão acabar escaldadas e de mãozinha queimada: são bastante piores. São aquelas pessoas que se insinuam em fragilidade, em educação, em humildade, em seja o que for que pareça inofensivo. Depois explodem à velocidade da luz, perdem as estribeiras e mostram os ombros e os galões como se isso impusesse algum respeito. Não impõe. Não gosto que projectem em mim defeitos dos outros, chegam os meus. E com isto, concretiza-se outra despedida. Esta, porque secou, não doeu.

As pessoas que fazem rir e discutir política às 2h da manhã ao mesmo tempo que se dança numa varanda: não sabia que existiam. Mas existem. Ainda bem. Mesmo sendo de quadrantes opostos em quase tudo. Sabe bem saber que existem pessoas surpreendentes. Esta não foi uma despedida, foi uma conquista. Feliz por isso.

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domingo, maio 25, 2008
Escrito por Green Tea em domingo, maio 25, 2008

Tese. Trabalho. Folgas que são passadas em frente ao portátil que ainda não teve tempo de ir trocar a letra l, obrigando a um ctrl+c e ctrl+v completamente obsessivo. Poucas horas de sono. Mais trabalho, nova e revigorada equipa. Trabalho sabe bem. Tese... a que esteve em vias de ficar pelo caminho. A começar a andar, devagar, devagarinho, mas em movimento, já desistiu de ser tese de doutoramento, conforma-se em ser mestrado por enquanto, o doutoramento será alentejano. O cérebro terá fundido enquanto ainda conseguia ler... claramente não os artigos que preciso, mas sim o eterno regresso a Saramago, como reconforta ler aquele homem!!

Resumindo e concluindo, bem que gostaria de ter tempo para actualizar mais os blogs, o myspace, os fóruns, o last.fm, entre outras coisinhas boas que fazem perder tempo. Mas não. Então para pensar, nem tempo há para juntar raciocínios. Volto em breve, espero. A pensar, claro está, que ao blog até venho regularmente.


(Alguém conhece terapeutas capazes de dar aqui uma ajudinha à investigação? É que somos milhares, e eu ainda só enviei 500 mails ...)

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segunda-feira, abril 21, 2008
Escrito por Green Tea em segunda-feira, abril 21, 2008

Eu até sou uma pessoa compreensiva. Isto apesar do meu mais que reconhecido mau feitio.
Mas se há coisa que me transcende é a irresponsabilidade. Como o faltar ao trabalho deliberadamente para ir ver o wrestling. Nada contra o wrestling, tudo contra o deixar colegas pendurados... E depois uma cara de pau tremenda no dia seguinte como se nada se tivesse passado. Comigo não. Ponto, final, parágrafo!
É isso e o excelente artigo da Fernanda "namorada" Câncio "do Sócrates" sobre a ida do "Sr. Silva" à Madeira. É que uns mais visíveis, outros nem tanto, mas todos temos certas responsabilidades e a democracia não pode, nem deve, justificar tudo.

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domingo, março 09, 2008
Escrito por Green Tea em domingo, março 09, 2008

Basicamente, num post já muito atrasado neste blog. A ver se a semana que hoje começa não vai pelo mesmo caminho...
Resumidamente, um dia de valentíssima !"@£@1!"#... Bom, o meu tio morreu esta madrugada, como aliás já andavamos todos à espera desde antes do Natal. Como em todas as famílias, há questões complicadas que teoricamente se sanam nestas alturas, mas nem todas. De qualquer dos modos, a impotência da espera de notícias do onde, quando e como estar é algo atroz. Hoje pedi o dia no trabalho para nada. Amanhã é o velório, que se inicia meia hora depois de eu entrar ao trabalho. O serviço fúnebre será 3a feira, meia hora depois de eu entrar ao trabalho. Está bem, ou então não. Estado de espírito: dormente.
Desculpem a lamechice ... e o mau humor cuja frente fria se apresenta para as próximas 48 horas, segundo a minha previsão humorológica interna.

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domingo, fevereiro 17, 2008
Escrito por Green Tea em domingo, fevereiro 17, 2008

Estou de férias ... ou assim pensava. Até há umas horas atrás.
Provavelmente vou passar directamente a tese de mestrado para doutoramento, convites destes não se recusam. 
(Implicações? A semana de férias irá ser passada a tentar transformar uma ideia fraca numa tese forte. Um dia por semana terei fazer 262 km em ida e volta até à Universidade de Évora. Obrigatório tentar negociar o jogo de cintura para conciliar trabalho e estudo.)

Obviamente vou andar ainda mais cansada do que ando, sobretudo quando estiver a entrar no horário da manhã. Está portanto decretado o estado de alerta laranja neste blog.
É uma escolha consciente. Não me consigo imaginar a abdicar de nada neste momento. Nem do trabalho, nem das pessoas do trabalho, nem do que tenho crescido no trabalho. Mas também não consigo voltar costas ao meu projecto de desenvolvimento pessoal e académico. 

Novidades recebidas ao som de What You Are... Quem poderia pedir mais?


P.S. Daqui a uns dias já escrevo qualquer coisa minimamente interessante.

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quinta-feira, fevereiro 07, 2008
Escrito por Green Tea em quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Poucos diálogos/ monólogos me frustram tanto como os que se resumem a um "Olá, tudo bem?", e seguir em frente.
Não é a parte do "olá" que me arrepia, mas sim aquela acutilância do "tudo bem?". Sinceramente, quantas pessoas nos perguntam isto, mas efectivamente não querem saber? Quantas vezes perguntamos "tudo bem?" e esperamos o consensual "sim, e contigo?" ou "sim, vai-se andando" ou demais variantes. Qualquer coisa que saia fora deste consenso tácito e quase protocolar, faz ruir todas as nossas regras de etiqueta hipócrita. 
E se não estiver "tudo bem"? E se estivermos num daqueles dias em que, honestamente, não nos recomendamos minimamente e apenas esperamos o momento de fecharmos a luz, adormecermos e deixarmos tudo ir embora? Quanto muito um "vai-se andando" seguido de um "isso é que é preciso" e tudo regressa à normalidade.
Nestes últimos dias, quando me cumprimentam "Olá Ana, tudo bem?", só me apetece ... nem sei, de verdade, o que me apetece. Talvez porque se responder "Sim, tudo bem, obrigada, e contigo?" vou estar a mentir da forma mais descarada e não consigo dar a mim mesma uma razão suficientemente boa para tal.
Ficamo-nos pelo "Olá" nos próximos dias, sim?

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quinta-feira, dezembro 06, 2007
Escrito por Green Tea em quinta-feira, dezembro 06, 2007

Relativamente ao imposto ecológico sobre os sacos de plástico, só tenho uma coisa a dizer: acho muito bem! Desde que então garantam a distribuição periódica (e não ocasional e quase anual) dos sacos para os dejectos dos cães. Por aqui, não os vejo há meses! É que isto de recorrer aos sacos do Pingo Doce para apanhar os cocós do cão vai-me sair caro...

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Escrito por Green Tea em quinta-feira, dezembro 06, 2007

Eu sei e tenho a plena consciência que não sou uma pessoa fácil de lidar. Pelo menos quando me conhecem razoavelmente bem. Também sei que tenho um ar franzino e miúdo e tudo isso. Pouco mais de metro e meio e mais dez anos do que a aparência. E talvez por isso, por ter feito 27 anos há uns dias, me tenha apercebido que isto do mundo dos adultos é bem mais do que aparentamos. Ou talvez muito menos.
Eu lido bem com pressão, trabalho optimamente sob pressão. Quando o trabalho depende unica e exclusivamente de mim. É o caso da minha parte do mestrado. Dêem-me prazos apertados, dêem-me toneladas de trabalho, e aparecerá feito. A minha pouco saudável receita de trabalho noctívago inclui dose de Coca-Cola q.b. para acordar uma múmia, e tabaco. Mas não me dêem ultimatos. Não me exijam algo que não é da minha competência e que faço a pedido, quando não me dão as condições para tal. Aí, meus amigos, o caso muda de figura e o meu feitio torna-se, frontalmente, pouco fácil. O trabalho até aparece feito. E bem feito, que eu não brinco. Mas é a última vez que aparece feito por mim.
O mesmo se passa noutras áreas. Eu até não me importo de levar na cabeça, desde que com jeitinho e com razão. Caso contrário, é ver um foguete cor-de-laranja extremamente incisivo... mas se tiverem razão, aprecio e agradeço que me corrijam. Mas é mesmo se tiverem razão. Não admito e não suporto ser saco de boxe de ninguém, por mais stressado que esteja. O que não deixa de ser um contra-senso visual, dado o meu ar florzinha de estufa. Esqueçam lá isso. Eu exijo o suficiente de mim para saber o que exigir dos outros...

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